você ja se sentiu amado por Deus?  escrito em quarta 24 março 2010 17:08

Alguma vez na vida você já se sentiu amado por Deus

Sentiu-se amado do nada, como se estivesse no colo do pai?

Alguma vez na vida você já se sentiu amado por Deus,sentiu-se amado do nada, como se estivesse no colo do pai?

Se você já se sentiu assim saiba, que foi Deus que te acolheu e te colocou em seu colo.Se não se sentiu assim ainda, infelizmente meus irmãos e minhas irmãs; vocês não se abriram à graça de Deus.

Ele esta pronto pra te acolher te colocar no seu colo, mais isso depende também de nós.Primeiro porque Ele nos deu o livre arbítrio, e segundo ele é muito educado pra invadir o seu espaço, ele espera o seu convite, ele espera que você o chame a adentrar em sua morada.

Mais pra isso você tem que se abrir à graça, mas se abrir e permanecer nela, desde já eu te digo meu irmão não vai ser fácil, vai ter muitas tribulações, muita dor e sofrimento, mais quem ama sofre, tanto sofre que ele Jesus se entregou na cruz por nós, passou por humilhações, por tanto sofrimento, por amor a ti, sua vida foi paga pelo sangue de Cristo.

 Então meus amados se abram à graça dele, ele jamais vai te dar um cruz que você não possa carregar.

 Ramon Soares

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O que é a Quaresma/Como viver a Quaresma  escrito em quinta 18 fevereiro 2010 16:39

 

 

O que é a Quaresma

 

Quaresma é o tempo de escuta da Palavra de Deus, de conversão e de reconciliação com os irmãos e com Deus

O tempo quaresmal é o tempo litúrgico de conversão, no qual a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrependermos dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

Duração da Quaresma

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito. Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades. A prática da Quaresma data do século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.

O Tempo da Quaresma

Um tempo com características próprias.

A Quaresma é o tempo que precede e dispõe à celebração da Páscoa. Tempo de escuta da Palavra de Deus e de conversão, de preparação e de memória do Batismo, de reconciliação com Deus e com os irmãos, de recurso mais freqüente às “armas da penitência cristã”: a oração, o jejum e a esmola (ver MT 6,1-6.16-18).

De maneira semelhante como o antigo povo de Israel partiu durante quarenta anos pelo deserto para ingressar na terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.

A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, nos afastar de todo aquilo que nos separa do Plano de Deus, e por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.

A Quaresma é um dos quatro tempos fortes do ano litúrgico e isso deve ver-se refletido com intensidade em cada um dos detalhes de sua celebração. Quanto mais forem acentuadas suas particularidades, mais frutuosamente poderemos viver toda sua riqueza espiritual.

Portanto é preciso se esforçar, entre outras coisas:

- Para que se capte que neste tempo são distintos tanto o enfoque das leituras bíblicas (na Santa missa praticamente não há leitura contínua), como o dos textos eucológicos (próprios e determinados quase sempre de modo obrigatório para cada uma das celebrações).

- Para que os cantos, sejam totalmente distintos dos habituais e reflitam a espiritualidade penitencial, própria deste tempo.

- Por obter uma ambientação sóbria e austera que reflita o caráter de penitencia da Quaresma.

Sentido da Quaresma

O primeiro que devemos dizer ao respeito é que a finalidade da Quaresma é ser um tempo de preparação à Páscoa. Por isso se está acostumado a definir à Quaresma, “como caminho para a Páscoa”. A Quaresma não é portanto um tempo fechado em si mesmo, ou um tempo “forte” ou importante em si mesmo.

É mas bem um tempo de preparação, e um tempo “forte”, assim que prepara para um tempo “mais forte” ainda, que é a Páscoa. O tempo de Quaresma como preparação à Páscoa se apóia em dois pilares: por uma parte, a contemplação da Páscoa de Jesus; e por outra parte, a participação pessoal na Páscoa do Senhor através da penitência e da celebração ou preparação dos sacramentos pascais –batismo, confirmação, reconciliação, eucaristia-, com os que incorporamos nossa vida à Páscoa do Senhor Jesus.

nos incorporar ao “mistério pascal” de Cristo supõe participar do mistério de sua morte e ressurreição. Não esqueçamos que o Batismo nos configura com a morte e ressurreição do Senhor. A Quaresma procura que essa dinâmica batismal (morte para a vida) seja vivida mais profundamente. trata-se então de morrer a nosso pecado para ressuscitar com Cristo à verdadeira vida: “Eu lhes asseguro que se o grão de trigo…morre dará fruto” (Jo 20,24).

A estes dois aspectos terá que acrescentar finalmente outro matiz mais eclesiástico: a Quaresma é tempo apropriado para cuidar a catequese e oração das crianças e jovens que se preparam à confirmação e à primeira comunhão; e para que toda a Igreja ore pela conversão dos pecadores.

 

Vivendo a Quaresma

Durante este tempo especial de purificação, contamos com uma série de meios concretos que a Igreja nos propõe e que nos ajudam a viver a dinâmica quaresmal.

Antes de tudo, a vida de oração, condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, se o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça divina penetre em seu coração e, a semelhança de Santa Maria, se abra à ação do Espírito cooperando com ela com sua resposta livre e generosa (ver Lc. 1,38).

Como também devemos intensificar a escuta e a meditação atenta à Palavra de Deus, a assistência freqüente ao Sacramento da Reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.

A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias de nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata tanto de criar ocasiões extraordinárias, mas bem, de saber oferecer aquelas circunstâncias cotidianas que nos são incômodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos apresenta o dia a dia. Da mesma maneira, o saber renunciar a certas coisas legítimas nos ajuda a viver o desapego e o desprendimento. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim nos recorda São Leão Magno: "estes dias de quaresma nos convidam de maneira apremiante ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Pascoa santificados em nosso ser, devemos por um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados".

Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles a quem temos mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro "o bem mais precioso e efetivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã" (João Paulo II)

Como viver a Quaresma

1. Arrependendo-me de meus pecados e confessando-me  

Pensar em quê ofendi a Deus, Nosso Senhor, se me dói tê-lo ofendido, se estou realmente arrependido. Este é um bom momento do ano para realizar uma confissão preparada e de coração. Revise os mandamentos de Deus e da Igreja para poder fazer uma boa confissão. Sirva-se de um livro para estruturar sua confissão. Busque tempo para realizá-la.

2. Lutando para mudar:

Analise sua conduta para conhecer em quê esta falhando. Faça propósitos para cumprir dia a dia e revise à noite se os alcançou. Lembre-se de não colocar muitos propósitos porque será muito difícil cumpri-los todos . Deve-se subir as escadas de degrau em degrau, não se pode subir toda ela de uma só vez. Conheça qual é o seu defeito dominante e faça um plano para lutar contra ele. Teu plano deve ser realista, prático e concreto para poder cumpri-lo.

3. Fazendo sacrificios:

A palavra sacrifício vem do latim sacrum-facere, significa "fazer sagrado". Então, fazer um sacrifício é fazer alguma coisa sagrada, quer dizer, oferecê-la por amor a Deus, porque o ama, coisas que dão trabalho. Por exemplo, ser amável com um vizinho com quem você não simpatiza ou ajudar alguém em seu trabalho. A cada um de nós há algo que nos custa fazer na vida de todos os dias. Se oferecemos isto a Deus por amor, estamo fazendo sacrifício.

4. Oração:

Aproveite estes dias para rezar, para conversar com Deus, para dizê-lo que o ama e que quer estar com Ele. Pode ser útil um bom livro de meditação para Quaresma. Você pode ler na Bíblia passagens relacionadas com a quaresma.

Jejum e abstinência

 

O jejum consiste em fazer uma só refeição forte ao dia. A abstinênica consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinqüenta e nove anos de idade.

Com estes sacrifícios, trata-se de que todo nosso ser (alma e corpo) participe em um ato onde reoconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.

O jejum e a abstinênica podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.

 

Por que o Jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus.

O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o eqüilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumística".

Tal atitude veio a ser em nosso tempo uma das características da civilização ocidental. O homem, orientado aos bens materiais, muito freqüentemente abusa deles. A civilização se mede então segundo quantidade e a qualidade das coisas que estão em condições de prover ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem.

Esta civilização de comumo fornece os bens materiais não somente para que sirvam ao homem em ordem a desenvolver as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.

O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.

Não é uma renúncia pela renúncia: mas para melhor e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si mesmo.

 

Exame de consciência

Precisamente por sermos pecadores, ficamos cegos diante de nossos pecados. Satanás quer nos fazer ver que não há mal no que fazemos. Então o coração se endurece, torna-se insensível às exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.

"Por isso, como diz o Espírito Santo: "Se escutardes hoje MINHA voz, não endureceis o coração... Atenção irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo..." Hb 3.

Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. O nos quer livres. O demônio não quer que vejamos nosso pecado. Mas se procurarmos o caminho de Deus tratará de nos acusar com nossos pecados para que nós desanimemos e voltemos atrás. Podemos discernir então a diferença. Deus mostra o pecado para libertar e perdoar; o demônio o esconde mas quando o mostra é para que nos desesperemos. Devemos rejeitar energicamente estes pensamentos e ir à confissão com toda confiança no perdão de Deus. Deus SEMPRE perdoa quando há arrependimento.

É muito proveitoso fazer exame de consciência diário e também, com toda humildade, nos abrir a que pessoas próximas de nós nos corrijam. "Se examinássemos a nós mesmos, não seríamos condenados." (1 Cor. 11, 31)

O exame se faz diante de Deus, escutando sua voz na consciência.

 

Preparação para a confissão

  • Preparação remota: Educamo-nos na fé pelo estudo da Palavra, o Catecismo, leitura dos Santos, participação nos ensinamentos... A prática séria do que aprendemos. O exame diário de consciência.
  • Preparação imediata: O exame de consciência antes de confessar. Vamos a um lugar tranqüilo, preferivelmente diante do sacrário, para orar. Só Deus pode iluminar sobre nossa realidade e nos dar os meios para responder à graça.

Contemplamos a vida de Jesus e seu amor manifesto em Sua Cruz. "Contemplai ao que transpassaram" Jo 19:37. Como respondi a tanto amor, a tantas graças?. Examinamos nossa vida diante da lei de Deus. Por isso ajuda ter um exame escrito que nos recorde o que esquecemos. Recordamos que não se trata de sugestões, Deus nos deu MANDAMENTOS. Quebrá-los é quebrar nossa aliança com Deus e cair em pecado.

Não se trata tão somente de enumerar pecados mas sim de descobrir a atitude do coração e com DOR POR NOSSOS PECADOS, FAZER O FIRME PROPÓSITO DE NÃO VOLTAR A COMETÊ-LOS.

Sempre há áreas nas quais somos mais fracos e requerem atenção especial mas se compreendermos que Cristo -não a cultura- é a medida, veremos que em tudo temos muito que crescer.

A confissão só pode ser feita diante de um sacerdote.

 

Exame de conciência com base nas três rupturas

Examine-se - ajudado por estas perguntas - quais pecados você cometeu desde sua última confissão? Trate de não ficar no exterior, mas sim nas atitudes do coração e as omissões.

 

  • Ruptura com Deus: Amo na verdade a Deus com todo meu coração ou vivo mais apegado às coisas materiais? Preocupei-me por renovar minha fé cristã através da oração, a participação ativa e atenta da missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? cumpri com o preceito anual da confissão e a comunhão pascal? Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente com ritos externos? Professei sempre, com vigor e sem temores minha fé em Deus? manifestei minha condição de cristão na vida pública e privada? Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou só o busco quando o necessito? Tenho reverência e amor para o nome de Deus ou lhe ofendo com blasfêmias, falsos juramentos ou usando seu nome em vão?

 

  • Ruptura comigo mesmo: Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior a outros? Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado por outros? Aceito a mim mesmo, ou vivo na mentira e no engano? Sou escravo de meus complexos? Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga? Caí na luxúria com palavra e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras? Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer? Caí na masturbação ou a fornicação? cometi adultério? Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?

 

  • Ruptura com os irmãos e com a criação: Amo de coração o meu próximo como a mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame? Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço? Foram os filhos obedientes a seus pais, prestando-lhes respeito e ajuda em todo momento? Preocupam-se os pais em educar na vida cristã seus filhos e de respirá-los em seu compromisso de vida com o Senhor Jesus? Abusei que meus irmãos mais fracos, usando-os para meus fins? Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações? Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança? Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros? Participo das obras de evangelização e promoção humana da Igreja? Me Preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? cumpri com meus deveres cívicos? paguei meus tributos? Sou invejoso? Sou fofoqueiro e enganador? Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros? Sou mentiroso? Causei algum dano físico ou moral a outros? Inimizei-me com ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? fui violento? Procurei ou induzi ao aborto? Fui honesto em meu trabalho? Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Roubei? Fui justo na relação com meus subordinados tratando-os como eu gostaria de ser tratado por eles? Participei do negócio ou consumo de droga? Caí na fraude ou estelionato? Recebi dinheiro ilícito?

>Retirado de "http://wiki.cancaonova.com/index.php/Quaresma"

 

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Normas da Igreja sobre o Jejum  escrito em sexta 19 fevereiro 2010 13:03

Normas básicas para o Jejum da quaresma

Jejum: fazer apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, tomar duas outras pequenas refeições que não sejam iguais em quantidade à habitual ou completa. Não fazer as refeições habituais ( e não haver requintes na que for feita), nem outros petiscos durante o dia (nem mesmo cafezinho, doces, chimarrão etc).

Estão obrigados ao jejum os que tiverem completado dezoito anos até os cinqüenta e nove completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.

Nota: para não se fugir à orientação da igreja este jejum pode ser tornado mais rigoroso, mas não atenuado. Pode-se, caso servir para vivê-lo melhor,  fazê-lo à base de pão e água durante o dia, a base de líquidos, abster-se de refeições, jejum completo. E para ser o jejum que é prescrito, necessariamente referir-se-á à alimentação.

Abstinência: deixar de comer carnes de animais de sangue quente - bovina (gado), ovina (carneiro), aviária (frango, galeto, galinha...), bubalina etc - , bem como seus caldo de carne.
Permite-se o uso de ovos, laticínios e gordura.

Estão obrigados à abstinência os que tiverem completado quatorze anos, e tal obrigação se prolonga por toda a vida. Grávidas que necessitem de maior nutrição e doentes que, por conselho médico, precisam comer carne, estão dispensados da abstinência, bem como os pobres que recebem carne por esmola.

Abstinência parcial: carne permitida só na refeição principal/completa


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Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor: jejum e abstinência obrigatórios.
Demais dias da Quaresma, exceto os Domingos: jejum e abstinência parcial  recomendados.
Sextas-feiras da Quaresma (que estão entre os dias assinalados pelo calendário antigo como Sextas-feiras das Têmporas): jejum e abstinência recomendados.
Demais sextas-feiras do ano, exceto se forem Solenidades: abstinência obrigatória, mas não é obrigatório o jejum.

Essa abstinência pode ser trocada, a juízo do próprio fiel, por outra penitência, conforme estabelecer a conferência episcopal (no Brasil, a CNBB estabeleceu qualquer outro tipo de penitência, como orações piedosas, prática de caridade, exercícios de devoção etc).

Texto Extraído dapágina:

http://www.comshalom.org/formacao

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Diversos são os movimentos da natureza e da graça.  escrito em sexta 11 setembro 2009 15:21

Filho, percebe como são sutilmente contrários os movimentos da natureza e da graça. somente o pode discernir o espiritual, com a mente iluminada.

Deseja-se sempre o bom, visa-se a algo de bom no que se diz e no que se faz, por isso muitos se enganam fiando-se no que parece bom.

Traiçoeira, a natureza a muitos ilude, enreda e decepciona, por estar sempre voltada para si mesma.

A graça é reta, afasta-se de tudo que parece mal, não engana, age sempre tendo em vista Deus, em quem finalmente repousa.

A natureza resiste à morte, ao que a pressiona e pode superá-la, não quer saber de se sujeitar a ninguém e a nada.

A graça, porém, mortifica-se, resiste à sensualidade, procura submeter-se, ser  vencida e não exercer a escolha própria, ama manter a disciplina e não quer dominar a ninguém, mas viver submissa a Deus e prefere, por causa de Deus, humildemente se submeter a todas as criaturas ( 1 Pd 2, 13).

A natureza trabalha em vista de si mesma e de tudo espera tirar vantagem.

A graça não se empenha em buscar o que lhe é útil ou agradável, mas o que é melhor para os outros.

A natureza gosta de receber honras e homenagens, a graça atribui fielmente a Deus toda homenagem e glória.

A natureza teme a vergonha e o desprezo. A graça se alegra em sofrer ofensas por causa do nome de Jesus.

A natureza ama o ócio e o sossego do corpo. A graça nunca está ociosa e enfrenta de bom grado todo trabalho.

A natureza busca originalidade e beleza e tem aversão ao que é pobre e vil. A graça se alegra com o que é mais simples e humilde e não rejeita o que é comum e desprezível.

A natureza olha o imediato, alegra-se com essas vantagens, entristece-se com as perdas e irrita-se com as injúrias.

A graça, à luz da eternidade, não age segundo as perspectivas imediatas nem se perturba com as eventuais perdas, não se irrita com palavras mais duras, pois coloca sua alegria e seu tesouro no céu, onde nada perece.

A natureza é interesseira, gosta mais de receber do que dar, ama possuir e ter para si.

Altruísta, a graça não retém para si, compartilha, fica com pouco, sabe que há mais felicidade em dar do que receber (At 20, 35).

A natureza está voltada para as criaturas, para suas próprias inclinações, para a vaidade, para as distrações.

A graça tende para Deus e para as virtudes, renuncia às criaturas, foge do mundano, odeia os desejos carnais, corta as distrações e evita aparecer em público.

A natureza busca apoio nas coisas materiais, que satisfazem aos sentidos.

A graça procura consolo somente no sumo Bem, acima de tudo que é visível, encontra satisfação.

A natureza age sempre em função de suas vantagens e comodidades, nada faz gratuitamente, espera conseguir louvor ou favores iguais ou melhores do  que faz, valorizando ao máximo seus gestos e dons.

A graça não visa a nada de temporal, busca unicamente a retribuição divina segundo  seus méritos, e nada mais, nem mesmo o necessário, se não na medida em que pode servir à obtenção dos bens eternos.

A natureza se jacta dos muitos amigos e parentes, do prestígio social e de família, agrada os poderosos, bajula os ricos e promove os de sua classe.

A graça ama até os inimigos, não se lisonjeia por ter muitos amigos, não dá importância à origem de sua família, a não ser do ponto de vista da virtude, favorece o pobre mais do que o rico, o inocente mais do que o poderoso, alegra-se com o autêntico e não com o balofo, exorta aos bons para que busquem os melhores dons e procurem assemelhar-se ao Filho de Deus.

A natureza logo se queixa com o menor defeito ou dificuldade, a graça os suporta sem fraquejar.

A natureza refere tudo  a si, argumenta e luta em seu favor.

A graça tudo refere a Deus, fonte de tudo. Não é arrogante e não se atribui nenhum bem. Não luta para que prevaleça sua opinião própria, mas submete à  sabedoria divina e ao juízo de Deus, sem discriminação, todas as opiniões e interpretações oferecidas.

A natureza corre atrás de segredos e novidades, para aparecer e tudo experimentar, quer conhecer e fazer o que a torna objeto de louvor e de admiração.

A graça não está preocupada com novidade ou originalidade, que são fruto da corrupção original, pois nada há de novo nem de durável sobre a terra.

Ensina, assim, a reprimir os sentidos, a evitar a vã complacência em si mesmo e toda ostentação, a ocultar humildemente tudo que possa ser louvado ou admirado, buscando sempre, em todo saber ou ação, o que contribui para o louvor e a honra de Deus; não se empenha em se promove, mas em bendizer a Deus por tudo, pois tudo ele dá unicamente por amor.

A graça de que falamos é a luz sobrenatural, o dom espiritual de Deus; a marca dos eleitos e o penhor da salvação eterna, que nos desperta das coisas terrenas para o amor do céu e , de canais, nos torna espirituais.

Assim sendo, quanto mais a natureza é cerceada e suplantada, melhor a graça, em suas visitas de cada dia, nos transforma interiormente segundo a imagem de Deus.

Trechos extraídos do livro: Imitação de Cristo.

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Aos irmãos e irmãs que desejam conhecer melhor o escapulário.  escrito em quinta 09 julho 2009 12:54

1. O que é?

O escapulário do Carmo é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração à Santíssima Virgem Maria pela inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal.
O distintivo externo desta inscrição ou consagração é o pequeno escapulário marrom.

O escapulário do Carmo é um sacramental, quer dizer, segundo o Concílio Vaticano II, "um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja". (S.C.60).

2.- Origem e propagação

No final do século XII ou início do XIII nascia no monte Carmelo, da Palestina, a Ordem dos Carmelitas. Logo se viram obrigados a emigrar para o Ocidente. Na Europa, tampouco foram muito bem recebidos por todos. Por isso o  Superior Geral da Ordem, São Simão Stock, suplicava com insistência a ajuda da Santíssima Virgem com esta oração:

Flos Carmeli
Vitis Florigera
Splendor coeli
Virgo puerpera
Singularis y singular
Mater mitis
Sed viri nescia
Carmelitis
Sto. Propitia
Stella maris

Flor do Carmelo
vinha florida
esplendor do Céu
Virgem fecunda
Ó mãe terna!
intacta de homem
aos carmelitas
proteja teu nome
(dá privilégios)
Estrela do mar.

Em 1251, a Bem-aventuraa Virgem Maria, acompanhada de uma multidão de anjos,  apareceu  a São Simão Stock, Superior dos Carmelitas, com o escapulário da Ordem em suas mãos, e disse-lhe: "Tu e todos os Carmelitas tereis o privilégio, que quem morrer com ele não padecerá o fogo eterno"; quer dizer, quem morrer com ele, se salvará.

Este relato é encontrado já em um santoral do final do século XIV, que sem dúvida o toma em códices mais antigos. No mesmo século  XIII Guilherme de Sandwich O.C. menciona em sua "Crônica", a aparição da Virgem a São Simão Stock prometendo-lhe a ajuda do Papa.

A promessa do escapulário é de tal transcendência, que precisamente por isso suscitou forte oposição.

3. Significado do Escapulário

Ao vestir o escapulário, e durante toda a vida, é muito importante que saibamos apreciar o profundo e rico significado, como pertença a uma Ordem, à do Carmo, com obrigação de viver segundo sua rica espiritualidade e seu próprio carisma. Quem veste o escapulário deve procurar ter sempre presente a Santíssima Virgem e tratar de copiar suas virtudes, sua vida e atuar como Ela, Maria, atuou, segundo suas palavras:  Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra.

O escapulário do Carmo é um MEMORIAL de todas as virtudes de Maria. Assim o recordava a todos: religiosos, terciários, confrades. "Que formam, por um especial vínculo de amor, uma mesma família da Santíssima Mãe", o Papa Pio XII, em 11.2.1950.

Reconheçam neste memorial da Virgem um espelho de humildade e castidade.

  • Vejam, na forma simples de sua feitura, um compêndio de modéstia e candor.
  • Vejam, principalmente, nesta peça que vestem dia e noite, significada, com simbolismo eloqüente, a oração com a qual o auxílio divino.
  • Reconheçam, por fim, nela sua consagração ao  Sacratíssimo Coração da Virgem Imaculada,  recentemente recomendada".

Cada escapulário tem seus privilégios ou graças particulares, mas todos podem ser substituído pela medalha-escapulário (cfr. Decreto de 16-XII-1910). Seria falta de fé na autoridade suprema do Vigário de Cristo que confere a esta medalha o privilégio, crer que vales menos, para ganhar as promessas, levar a medalha que os pedaços de pano (ainda que em determinados casos, por outras razões externas de maior visibilidade, etc, pode ser preferível o escapulário de pano).

A medalha-escapulário deve ter de um lado a imagem de Jesus com o Coração, e do outro uma imagem da Virgem sob qualquer invocação. Do mesmo modo que os escapulários, devem ser abençoadas por um sacerdote.

4. Valor da promessa do Escapulário

é doutrina católica, repetida pelo Concílio Vaticano II: "O conjunto dos fiéis, porque tem a unção do Espírito Santo (cfr. 1 Jo. 2, 20-27) não pode errar quando acredita, e esta peculiar propriedade sua é manifestada pelo sentido sobrenatural de fé de todo o povo quando, desde os Bispos até os fiéis, presta seu consentimento universal no que se refere à fé e os costumes. Com este sentido de fé... e sob a guia do sagrado Magistério... adere-se infalivelmente a ela, com certeiro juízo a penetra mais profundamente e a aplica mais plenamente à vida" (L.G. 12).

Esta precisa e esplêndida formulação conciliar não pode ser mais explícita. E é que a mesma prerrogativa de infalibilidade concedida por Jesus a seu Vigário mediante a assistência do Espírito Santo, tem precisamente como finalidade que o conjunto do Povo de Deus, sua Igreja e Corpo místico, não se equivoque, por exemplo, com uma devoção aceita por todos.

Enm conseqüência:  Se a promessa do Escapulário aplicada a todos os fiéis (proceda da visão de São Simão Stock ou de onde quer que seja) não fosse verdadeira, o Espírito Santo não teria permitido que a Igreja, o conjunto do Povo de Deus, a tivesse por certa. Para muitos a prova é irrefutável, nem para isso é necessária uma definição do Supremo Magistério. Embora sim houve controvérsias e foram solucionadas pela Santa Sé.

5.- Privilégio sabatino

O Escapulário do Carmo além da promessa de salvação para quem morrer com ele, leva também consigo o chamado privilégio sabatino.

Segundo a tradição, à morte de Clemente V (1314), no conclave que durou dois anos e três meses, a Santíssima Virgem apareceu ao Cardeal  Jaime Duesa, muito devoto a ela, e anunciou-lhe que seria Papa com o nome de João XXII, e acrescentou: "Quero que anuncie aos Carmelitas e a seus Confrades: os que usarem o Escapulário, guardarem a castidade conforme seu estado, e rezarem o ofício divino, - ou os que não saibam ler se abstenham de comer carnes nas quartas-feiras e sábados -, se forem ao purgatório Eu farei que o quanto antes, especialmente no sábado seguinte à sua morte tenham suas almas levadas para o céu".

Muito foi escrito sobre a "Bula sabatina", que nesse sentido publicou João XXII, mas não há suficientes provas documentais dela. Entretanto no século XV é muito citada, por exemplo pelo  pseudopapa Alexandre V (eleito pelo Concílio de Pisa, depois de ter destituído a Gregório XII e Benedito XIII, para acabar com o cisma; mas é claro que um deles deveria ser legítimo, e um concílio não pode destituí-lo, entretanto alguns, como São Roberto Belarmino, consideram a Alexandre V Papa verdadeiro, e o próximo Alexandre se intitulou VI); embora sua bula de 7-07-1409 confirmando o Escapulário não tenha valor magisterial, é interessante seu testemunho de que conhecia a de João XXII. Esta também foi citada por  Sixto IV (1-04-1477), Clemente VII (1530) e São Pio V (1566) – quem além disso cita e confirma a de Alexandre V -; etc.

Nas citas da "Bula sabatina" pelos diversos autores, encontram-se diversas leituras dela (o que prova que não dependem de um só documento imediato). Por exemplo, alguns em vez de ser  "sábado" quando a Virgem socorre os confrades do purgatório lêem "súbito" (o quanto antes), o que parece uma errata de transcrição, embora assim tenha passado à liturgia e às encíclicas de Pio XII.

O privilégio sabatino foi muito impugnado, não histórica, mas teologicamente, chegando ao Inquisidor Geral de Portugal, em 1609, a proibir os Carmelitas de predicá-lo. Estes apelaram ao Romano Pontífice, que confiou por causa do Santo Oficio, e finalmente, em 1613 deu um decreto renovado literalmente por Inocêncio XI (1678), São Pio X (1908) e Pio XI (1922). Nele ficou estabelecido que se permite aos Pe. Carmelitas pregar que o povo cristão pode crer... (segue o dito anteriormente).

Pio XII em sua citada Carta Magna do Escapulário do Carmo de 1950, ensina: "à verdade, não deixará a piedosíssima Mãe que seus filhos que expiam suas culpas no purgatório, não consigam o quanto antes a vida eterna por sua intervenção diante de Deus, em conformidade com o privilégio sabatino".

Em resumo: o privilégio sabatino consiste em que a Santíssima Virgem tirará do purgatório o quanto antes, especialmente no sábado depois de sua morte, a quem tenha morrido com o Escapulário e durante sua vida tenha guardado castidade segundo seu estado e rezado todos os dias o ofício (que pode ser substituído pela Liturgia das Horas ou pela abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados, ou um sacerdote com faculdade para isso, o pode comutar por outra obra piedosa, v.gr. a oração diária do Terço). Se uma pessoa peca contra a castidade ou deixa um dia de fazer a obra prescrita, poderá recuperar o privilégio ao confessar-se e cumprir a penitência (de maneira semelhantes a como se recuperam os méritos perdidos pelo pecado mortal,  o que parece quase excessiva generosidade de Deus, mas é doutrina católica).

A certeza deste privilégio mais que histórica, como dizíamos do Escapulário, está fundada na potestade da Igreja que assim o põe e recomenda. Seria temerário e ofensivo para a  Igreja, cuja Cabeça é Cristo e sua alma vivificante o Espírito Santo, crer que comete um erro secular e universal em algo que pertence à doutrina e vida cristã.

Em 1950 recordava Pio XII: "Certamente, a piedosa Mãe não deixará de fazer que os filhos expiem no Purgatório suas culpas, alcancem o antes possível a pátria celestial por sua interseção, segundo o chamado privilégio sabatino, que a tradição nos transmitiu" com estas palavras:

"Eu, sua Mãe de Graça, descerei no sábado depois de sua morte e a quantos- religiosos, terciários e confrades- encontrarei no Purgatório os libertarei e os levarei ao monte santo de vida eterna".

6.- Proteção maternal

Por seu profundo simbolismo mariano, pelos grandes privilégios e pelo grande amor e privilegiada assistência, manifestada através dos séculos a Santíssima Virgem do Carmo a quem vestem devotamente seu escapulário, é o que tão prodigiosamente estendeu-se a todas as pares esta devoção de vestir o escapulário.

Sobretudo por seu rico simbolismo: ser filho de Maria, ver nele todas as virtudes de Maria, ser símbolo de nossa consagração filial à Mãe Amável. Por Morrer na graça de Deus, que o vista piedosamente.

  • Porque sairá do Purgatório o quanto antes quem morrer devotamente com ele.
  • Por chegar sua proteção a todos os momentos da vida, da morte e mais além". Na vida protejo; na morte ajudo, depois da morte salvo, com suas credenciais.
  • Pelos inúmeros prodígios que tem realizado.
  • Pelas relações com suas aparições mais recentes em Lourdes e Fátima.

Pelas muitas indulgências que desfrutam os que vestem este escapulário.

7.- Indulgências

Eis aqui as indulgências plenárias e parciais para os que vestirem o escapulário.

A).- Indulgências plenárias.-
1. O dia que se impõe o escapulário e o que é inscrito na terceira Ordem ou Confraria.
2. Nestas festas:
a) Virgem do Carmo (16 de Julho ou quando se celebre);
b) São Simão Stock (16 de maio);
c) Santo Elias Profeta (20 de Julho);
d) Santa Teresa de Jesus (15 de Outubro),
e) Santa Teresa do Menino Jesus (1 de outubro);
f) São João da Cruz (14 de Dezembro);
g) Todos os Santos Carmelitas (14 de Novembro).

B).- Indulgências Plenária no dia do Carmo.- O dia do Carmo, 16 de Julho, ou na data em que exatamente se celebre, tem concebida uma indulgência plenária.

C).- Indulgência parcial.- ganha-se a indulgência parcial por usar piedosamente o santo escapulário. Pode-se ganhar não só por beijá-lo, mas também por qualquer outro ato de efeito e devoção.  E  não só ao escapulário, mas também à medalha-escapulário.

8.- Recomendação pontifícia

Desde o século XVI -que é quando se estende por toda a cristandade o uso do escapulário do Carmo –quase todos os Papa o vestiram a propagaram.

O Papa João Paulo II, que é terciário carmelita, recordou em diversas ocasiões que veste com devoção, desde criança, o escapulário do Carmo.

A Igreja, como reconhecimento e estímulo  das  mais importantes verdades e práticas cristãs, institui as festas litúrgicas (missa e ofício próprio, etc.). Esse é o valor que tem a festa da Virgem do Carmo, em 16 de julho, estendida por Benedito XIII a toda a Igreja universal. Além disso, a Virgem do Carmo é venerada como Padroeira dos pescadores, marinheiros e toda a gente do mar, também a república do Chile sob sua invocação de Nossa Senhora do Carmo de Maipú.

9.- Bênção e imposição

A Sagrada Penitenciária Apostólica -de quem depende esta legislação- disse que se recomenda o uso tradicional do escapulário enquanto a tamanho, matéria, cor, etc., que podem ser usados também outros.

Qualquer sacerdote pode abençoar e impor o escapulário do Carmo aos fiéis em geral.

Para ficar inscrito na confraria organizada pela Terceira Ordem do Carmo, este sacerdote deve estar facultado pelo superior Geral dos Carmelitas. Os simples fiéis não podem abençoá-los nem impor.

Esta é a fórmula para abençoá-lo i impor o Escapulário:

V: Mostrai-nos Senhor, tua misericórdia -
R: E dá-nos tua salvação.
V: Escuta, Senhor, minha oração.
R: E chegue a ti meu clamor.
V: O Senhor esteja convosco.
R: Ele está no meio de nós.

OREMOS.

Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, abençoa com tua desta a este hábito que, por teu amor e o de tua Mãe a Virgem Maria do Monte Carmelo, irá levar com devoção teu servo (ou serva), a fim de que pela intercessão de tua própria Mãe e defendido(a) do espírito maligno, persevere em tua graça até a morte: Que vives e reinas pelos séculos dos séculos.-

R: Assim seja.

A continuação asperge-se o escapulário com água benta e depois o impõe na pessoa ou pessoas (a cada um separadamente) Dizendo a cada uma.

Receba este hábito bendito, suplicando à Santíssima Virgem que, por seus méritos, o leves sem mancha,  defenda contra todas as adversidades e te conduza à vida  eterna.

R: Que assim seja.

E acrescenta:  Eu, usando da potestade que me foi concedida, te recebo à participação de todos os bens espirituais que, pela misericórdia de Jesus Cristo, praticam os religiosos Carmelitas. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.-

R: Que assim seja

Que te abençoe o Criador do céu e da terra, o Deus todo-poderoso, que dignou-se incorpora-lo à Confraria da Santíssima Virgem do monte Carmelo, a quem imploramos que na hora de sua morte abata a cabeça da serpente infernal e finalmente, consigas as palmas e a coroa da herança sempiterna. Por Jesus Cristo nosso Senhor.-

R: Que assim seja.

E asperge-se o novo confrade com água benta.

Quando são mais de uma pessoa a receber o santo escapulário, se diz no plural. Não deixe de exortar-lhes a que vistam dignamente o escapulário, tratando de imitar as virtudes de Maria.

Em caso de necessidade, basta para abençoar o escapulário o sinal da cruz do sacerdote e as palavras.

"Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém".

10. Tipos de escapulários

  • Escapulário café (Carmelita)

A Virgem Maria, aparece a São Simão Stock, no convento da cidade de Cambridge (Inglaterra) em 16 de julho de 1251.

São Simão, já cansado por sua avançada idade, e debilitado pela penitência, pedia a Deus pelas angústias e tribulações que sua ordem padecia constantemente. Suplicava à Virgem, que o socorresse com uma Graça especial. Ela, diante do chamado suplicante desse seu  filho, apareceu rodeada de anjos, com o Escapulário nas mãos.

Disse-lhe: " Recebe, meu filho, amadíssimo, esta prenda de meu  amor para convosco, este será um privilégio, para ti e para todos quantos o usem ; Quem morrer com ele, não irá ao fogo do inferno".

  • Escapulário verde

Quando na família há algum familiar ou amigo que se encontra longe da fé queremos fazer algo a respeito, Maria Mãe Santíssima nos deu uma forma de convertê-los quando ela apareceu à Irmã Justina Bisqueyburu em 1840, levando "a vestidura da conversão - O escapulário verde." Ela disse:

" Esta insígnia santa de meu imaculado Coração há de ser uma grande meio para a conversão das almas..."

Por um período de mais de seis anos, A Virgem  apareceu à Irmã Justina e respondeu  muitas perguntas com relação ao escapulário e a seu uso.

A Virgem Maria disse que o Escapulário Verde não necessita de nenhuma bênção especial, e não necessita de qualquer inscrição como o Escapulário Café. Pode ser abençoado por qualquer sacerdote. Se a pessoa que nós queremos que se beneficie deste escapulário não convém em levá-lo consigo, este pode ser colocado em qualquer lugar de seu quarto.

Todos os dias deve dizer a seguinte oração:

"Imaculado coração de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte"

Se a pessoa por quem se tem intenção no escapulário não vai dizer a oração, então aquele que o presenteia deve rezar no seu lugar, todos os dias.

A Virgem Maria disse:
"As maiores graças são obtidas pelo uso do escapulário, mas estas graças vêm em proporção direta com o grau de confiança que o usuário tenha em mim".

Santa Brígida tinha tal confiança na Virgem Maria. Por isto a Virgem lhe revelou:" não há pecador no mundo, que embora se encontre em inimizade com Deus, não possa voltar a Deus e recuperar sua Graças se ele ou ela vem a mim pedir assistência."

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